WWW Catástrofre Ecológica no Parque de Doñana Line
    Reserva
    Índice

    Objectivos

    Introdução

    Catástrofe Ecológica no Parque de Doñana

      Desastre

      Consequências

      Reacções

      Medidas Tomadas

      Responsabilidades

    Discussão

    Conclusão

    Imagens

    Bibliografia

    Agradecimentos

    Elaboração




    Objectivos

    A realização deste trabalho tem como principal objectivo apresentar o impacto negativo que a industrialização tem na Natureza, e a ineficácia dos esforços feitos perante uma catástrofe que se poderia ter evitado. Doñana foi apenas um exemplo daquilo que infelizmente cada vez mais acontece ao nível planetário. Esperemos que a leitura deste trabalho desperte as pessoas para uma maior consciencialização ambiental.

    O homem moderno fala de uma batalha com a natureza, esquecendo-se de que, caso algum dia a ganhasse, se encontraria no lado vencido.
    E.F. Schumacher


    Quando o último indivíduo de um raça de seres vivos já não respira, outro céu e outra terra têm que passar antes que outro igual possa existir de novo.
    William Beebe




    Introdução

    Em Espanha, na província de Andaluzia, no extremo sudoeste de Huelva, na foz do rio Guadalquivir, por detrás de longas dunas litorais, estende-se uma imensa planície pantanosa. Aí o rio divide-se em múltiplos braços que alimentam lagos e lagunas, isolam vastas ilhas rebaixadas e testemunham uma paisagem de extrema beleza – o Parque Natural de Doñana.
    O Parque Natural de Doñana é considerado um dos maiores e mais importantes parques naturais europeus tendo já sido considerado pela UNESCO como Reserva Biológica e considerado “Património da Humanidade”. O seu território de cerca de 54.200 hectares é um imenso mosaico ecológico formado por ecossistemas que sustentam a vida de inúmeras espécies animais e vegetais. Podemos diferenciar essencialmente três principais ecossistemas: o sistema praia, dunas, a marisma e os cotos.
    As dunas cobrem uma área de 30Km de comprimento, uma largura de 3 a 4 Km e têm cerca de 20 a 30 metros de altura. Devido à acção de ventos perpendiculares à costa, estas estão continuamente a deslocar-se para nordeste com velocidade média de 4 a 5 metros por ano. Os sistemas dunares são muito importantes pois actuam como grandes reservatórios de águas subterrâneas. Estes aquíferos têm um papel muito relevante na composição das comunidades e habitats. A distribuição e profundidade dos aquíferos condicionam dois tipos de comunidades muito distintas: os matos brancos que são constituídos por arbustos adaptados a condições de menor disponibilidade de água, arbustos estes que possuem grandes capacidades de absorção de água, visto que os lençóis freáticos se encontram a mais de dois metros de profundidade como é o caso da esteva branca, e os matos negros constituídos essencialmente por urzes e tojo, que devido aos lençois freáticos estarem mais próximos da superfície necessitam de uma maior disponibilidade de água.
    No coração do parque cercado pelo sistema dunar encontra-se a marisma que se caracteriza essencialmente pela sua grande planura. Em cada estação do ano a marisma apresenta fases distintas: no Verão encontra-se completamente seca e árida com fendas na sua terra argilosa, no Outono com a caída das primeiras chuvas formam-se pequenas lagoas que com a chegada do Inverno cobrem toda a marisma até a Primavera vir e transformar a marisma numa “almofada verde” com pequenas lagoas.
    Como se não fossem suficientemente belos estes dois ecossistemas o parque apresenta ainda, especialmente na parte ocidental norte, limitados pelas dunas e pela marisma – os cotos. Salpicando Doñana com algumas manchas de pinheiros e sobreiros e vegetação xerófita que formam pequenos bosques. É nos cotos que se localizam as mundialmente conhecidas “Passadeiras de Doñana”, que é o nome dado aos grandes sobreiros que suportam nos seus ramos uma numerosa nidificação colonial de ardeídos, colhereiros e cegonhas.
    As condições climáticas muito diferenciadas , que opõe a humidade do Inverno à secura estival, acentuam a originalidade das condições ecológicas de Doñana. No Verão a seca reduz as águas e põe a descoberto um solo que se torna essencialmente gretado. A vegetação que seca, alimenta uma escassa vida animal. Todos os Invernos as águas da chuva e a subida do leito de Guadalquivir inundam de novo vastos espaços. Em Abril, o pântano abre-se em todo o seu esplendor: o mato de flores deslumbrantes ou as florestas de sobreiros e pinheiros que abrigam uma fauna selvagem muito diversa. É o reino do lince-Ibérico (em perigo de extinção), que surge de dentro do sobreiral, os mangustos, gamos, veados que preferem a marisma, e o javali e uma multidão de coelhos-bravos existentes em todos os biótopos do parque. É o mundo dos flamingos que enchem de cor-de-rosa as lagunas da marisma, da grande águia-imperial (em perigo de extinção) que manda nos céus e enche os pinheiros altos com os seus ninhos. As inúmeras aves tais como: as calandras e gangas que chegam com a Primavera, nidificam e vão e com a chegada do Outono, seguindo a sua rota migratória para África. Outros como o ganso-bravo-comum , marrequinhos, piadeiras, pato- trombeteiro, galeirões preferem o Inverno para ai permanecerem e pescarem peixes e batráquios.
    Podemos observar em Donãna 33 espécies de mamiferos, 12 de peixes e 18 de repteis, mas sem dúvida a “jóia da coroa” é nível da ornitologia, onde todos os anos cerca de 300 aves cobrem os céus azuis de Doñana durante as diferentes estações do ano.
    Todas estas espécies têm em comum a preferencia por Doñana, compondo com cor e um equlíbrio ecológico perfeito. Mas a valorização progressiva, consequência de uma forte pressão demográfica regional, que provoca a destruição e poluição descontrolada pelo Homem infelizmente comprometeram este equilíbrio...



    Catásfrofe ecológica em Doñana

      Desastre
      Foi na madrugada de 25 de Abril de 1998, que ocorreu a ruptura da represa da mina de pirites de Aznalc—llar, pertencente à empresa Boliden Aspirsa. Cerca de cinco milhões de m3 de águas e lodos tóxicos foram derramados no rio Agrio. A ruptura provocou uma grande onda de água e lodos tóxicos contendo grandes quantidades de materiais tóxicos subertudo chumbo, zinco e cobre (que são resultado do processo de extracção de pirites) afectando o leito dos rios Turbio, Guadiamar e braços de Gualdalquivir e consequentemente o Parque Natural de Doñana que é banhado por essas águas. Os primeiros 40Km, receberam o impacto directo dos lodos de pirite, que se depositaram nas suas ribeiras. O resto dos leitos receberam águas ácidas que se diluíram e aumentaram o nível das águas do rio Gualdalquivir, onde o pH detectado era extremamente baixo.
      A grande preocupação de momento é evitar que a água penetre nos espaços naturais protegidos, e cause um impacto maior a grande escala. Um dos problemas mais preocupantes que poderá vir a surgir será a bioamplia‹o de metais pesados nas cadeias alimentares, e a contaminação dos aquíferos.


      Consequências
      Muitas foram as consequências que derivaram da catástrofe ecológica. Os danos causados pelo derrame foram, inicialmente, apenas ambientais, arrastando-se para económicos e sociais. No que diz respeito aos efeitos ambientais, há que considerar em primeiro lugar as alterações na fauna e flora.

      Fauna

      Uma parte considerável dos animais afectados pelo derrame, foi arrastada e/ou enterrada, pelo que não se pode saber com exactidão o seu número. Mesmo assim, 96 exemplares foram recolhidos entre os quais 40 anfíbios, 19 patos e 8 coelhos. Um elevado número de animais foram afectados pela brusca subida do nível das águas nas zonas de nidificação e com o intuito de evitar a sua destruição, cerca de 840 ovos e 23 aves foram levados para o centro de recuperação de Acebuche e postos em incubadoras. Pouco depois de ter ocorrido o derrame, a morte da fauna aquática foi generalizada, quer por causas mecânicas (enterramento, golpes), quer por variação das condições químicas da água. Até à data da finalização da recolha de fauna afectada contabilizaram-se 37.405 toneladas de peixe e caranguejo morto. É desconhecida a maneira de como vai ser afectada a fauna a médio e longo prazo, devido às altas concentrações de metais pesados e outros contaminantes nas águas e zonas circundantes.

      Flora

      As consequências na flora foram igualmente nefastas. A zona afectada está na ordem dos 10.000 hectares. Foram várias as zonas afectadas: nos terrenos de pasto arborizados, praticamente tudo que foi prejudicado pelo derrame está perdido e desconhece-se o efeito que terá a modificação da composição do solo visto que este foi contaminado por metais pesados. Quanto á vegetação próxima dos rios que é constituída pelos substrato arbóreo, arbustivo e sub-herbáceo, as consequências só serão sentidas a longo prazo, se o forem, devido à alteração da composição do solo, com excepção do estrato sub-herbáceo que foi completamente destruído. A remoção de lamas implicou a eliminação de parte ou toda a vegetação herbácea, que trará problemas a nível da erosão dos solo. A vegetação dos marismas ficou totalmente inutilizada pelas lamas e águas ácidas perdendo a capacidade de alimentar os animais.

      Dentro dos efeitos ambientais há ainda a considerar a alteração da bacia hidrográfica e da qualidade da água dos rios afectados. As análises feitas ás águas superficiais mostraram que o derrame provocou o abaixamento de valor do pH e um aumento da concentração de metais dissolvidos. No que diz respeito às águas subterrâneas não houve qualquer tipo de modificação, embora se continuem a fazer testes periódicos para detectar a possibilidade de migração de agentes contaminantes. Em relação aos efeitos sócio-económicos as consequências foram igualmente preocupantes. Grande parte dos solos agrícolas encontram-se afectados, embora produtivos. Contudo os alimentos provenientes dessas terras não devem ser consumidos, pois podem pôr em risco a saúde pública.


      Reacções

      Em Aznalcóllar, Sevilha, os habitantes desta urbanização ainda se interrogam sobre a catástrofe tóxica que se abateu num dos parques mais conceituados do mundo. Todos eles receberam instruções sobre o que fazer em relação a este desastre, provocado pela mina de pirite.
      O conselheiro do meio ambiente da Junta pensa ser necessário abandonar para sempre os terrenos agrícolas (cerca de 2.000 hectares), junto às margens do rio Guadiamar.
      Vários grupos ambientalistas entre os quais a Associação da Defesa da Natureza, descreveram o acidente de Doñana como um dos piores da Europa. A Greenpeace afirmou que o estado de emergência foi cancelado antes de tempo. Acrescentou ainda que os diques pré-construídos não impediram que o derrame se alastrasse. Toda a Espanha e o resto do Mundo ficaram chocados com a gravidade do acidente.


      Medidas Tomadas

      Acções Realizadas

      A ruptura da represa de resíduos da exploração mineira da empresa Boliden Aspirsa provocou a contaminação das águas dos rios Agrio e Guadiamar, e uma faixa de terreno em ambas as margens, destinadas na sua maioria a uso agrícola. Desde os primeiros momentos a seguir ao acidente a Junta de Andaluzia adoptou medidas para reduzir o impacto ambiental e os riscos para a saúde devido à ingestão de águas ou alimentos contaminados, medidas essas que se basearam em cinco passos: planos de actuação ambiental, adopção de medidas preventivas, intensificação das medidas de controlo sobre águas de consumo e sobre alimentos e vigilância epidemológica.

      1. Planos de Actuação ambiental
      A Junta de Andaluzia e o Ministério do Ambiente juntamente com outras organizações e organismos, levou a cabo uma série de propostas e acções com vista a minimizar consequências futuras do acidente. Foi estabelecido a 12 de Maio um plano de luta contra os efeitos do acidente durante os próximos 4 anos cujo o custo ascende a cerca de 37 milhões de contos e do qual se destacam os subprogramas de retirada de lodos e a compra dos terrenos agrícolas afectados, de modo a garantir o não cultivo nessas zonas. O objectivo final é garantir a total limpeza do rio Guadiamar e proporcionar actividades turísticas e recreativas às pessoas, ao invés da agricultura e industrias. Foi criado também, ao nível de ministério do Ambiente um plano de recuperação do parque denominado Doñana 2005.

      2. Adopção de medidas preventivas
      Foram adoptadas uma série de medidas em vista a evitar a comercialização de produtos directamente afectados pelo acidente, apoiados na sua maioria por disposições legislativas adoptadas por diferentes departamentos da Junta de Andaluzia: proibição de pescas de qualquer espécie, tanto nos rios afectados, como nos seus afluentes e zonas circundantes, o acordo entre a Bolden Aspirsa e os proprietários dos terrenos afectados, no qual a empresa se comprometeu a reembolsar o montante dos danos causados pelo acidente e a compra dos terrenos afectados pelo derrame tóxico ou sua expropriação, no caso de não se alcançar um acordo

      3. Controlo de qualidade das águas de consumo

      Desde o dia do acidente a Delegação Provincial de Saúde intensificou as medidas de vigilância, através de recolha de águas de consumo da zona afectada, com o objectivo de detectar qualquer indicio de contaminação e propor as medidas sanitárias adequadas. Isto, apesar de o derrame não ter de forma alguma afectado as águas de abastecimento público da maioria das povoações da zona. Estes testes destinam-se a detectar a presença de metais como cobre, zinco e chumbo, considerados indicadores da contaminação da água. No dia 25 de Junho os resultados analíticos obtidos ficaram abaixo da concentração máxima permitida na legislação, salvo raras excepções.

      4. Controlo dos produtos alimentares

      Foi implantado um programa de Controlo Oficial de Alimentos no qual se contempla o controlo per’odico dos alimentos, conforme estabelecido na legisla‹o. Desde o dia do acidente intensificou-se a vigilância sobre os produtos alimentares que, de alguma forma, poderiam estar afectados pelo derrame, inicialmente mediante amostragens e a partir de 12 de Maio de um Plano de Vigilância coordenado entre os distintos departamentos envolvidos. Foram igualmente tomadas medidas de forma a evitar a comercialização desses alimentos, quer nos mercados quer na venda ambulante.

      5. Vigilância epidemológica

      Foi constituído na Andaluzia um sistema de vigilância epidemológica (SVEA), dentro do qual se contempla o sistema “Alerta na Saúde Pública”, sistema que permanentemente vai adoptando medidas de controlo e prevenção perante situações de potencial risco para a saúde. Apesar de se ter concluído que a população em geral não foi exposta ao derrame, foi posto em marcha um Programa Especial de Vigilância Epidemológica. Este, prevê que qualquer suspeita de problemas para a saúde, que possam estar relacionados com o derrame tóxico, seja imediatamente comunicado ao SVEA para se verificar a possível relação entre os sintomas e a exposição ao derrame e neste caso iniciar o correspondente estudo epidemológico.


      Cronologia das medidas tomadas

      A situação criada pelo acidente ecológico obrigou a uma rápida intervenção por parte da administração pública, organizações não governamentais, instituições, possíveis afectados e particulares interessados em vista a minimizar os efeitos do acidente. São enumerados a seguir, de uma forma cronológica, as principais medidas de emergência levadas a cabo, bem como as acções de limpeza e restauração da área afectada.

      25 de Abril (dia do acidente)
      Pouco depois da ruptura do dique, a Guarda Civil foi informada e encarregada de desalojar os moradores próximos do rio Guadiamar (o mais afectado). Estabeleceram-se também os primeiros contactos em vista à tomada de decisões entre a Junta de Andaluzia e a administração central. Posteriormente a Guarda do Parque procedeu ao fecho das comportas que ligam os caules fluviais e as marismas, com o fim de evitar que o derrame atingisse o parque. Ainda no dia do acidente foram reforçados muros, diques e comportas com o auxilio de tractores, rectroescavadoras e o numeroso pessoal do parque. Paralelamente foram feitas as primeiras recolhas de águas em diversos pontos, a fim de conhecer o grau de contaminação, bem como os agentes contaminantes. Nessa noite reuniram-se as instâncias governamentais juntamente com a direcção do Parque e a Guarda Civil em vista à criação de dois grupos de trabalho: um de caracter técnico para diagnosticar a situação e estudar as medidas a tomar e um segundo grupo para analisar os aspectos jurídicos e administrativos da catástrofe.

      26 de Abril
      Durante todo o dia a maquinaria reforçou muros e diques, e efectuou reparações onde necessário, devido á acção das águas. Nos dias seguintes o trabalho continuou de modo a garantir que as barreiras criadas eram suficientemente estanques.

      27 de Abril
      Iniciou-se a retirada da fauna do parque, fundamentalmente peixes, na área afectada pelo acidente.

      28 e 29 de Abril
      É criado um comité cientifico-técnico composto por peritos, pessoal das universidades e da estação biológica de Doñana e outras entidades cientificas. É igualmente criado um gabinete de emergência composto pelos conselheiros da presidência, governo, trabalho e industria, agricultura e pescas, saúde e ambiente da junta de Andaluzia. Foi também solicitado ao CEDEX, que procurasse determinar as causas da ruptura da represas da empresa Boliden Aspirsa.

      30 de Abril
      É criada a comissão de coordenação.

      1 de Maio
      Esta comissão reuniu-se pela primeira vez e adoptou os primeiros acordos para por em marcha os trabalhos de retirada de lodos e definir onde viriam a ser depositados.

      2 de Maio
      A junta de Andaluzia tomou uma série de medidas administrativas como o fim de evitar a comercialização de produtos afectados bem como uma acção e prevenção dos efeitos na saúde dos habitantes e no meio ambiente. Foi dado á Boliden Aspirsa um prazo de 15 dias para recuperar toda a superfície lesada.

      3 de Maio
      Iniciaram-se os trabalhos de retirada de lodos (continuam actualmente) que são depositados na antiga Corta de Aznalcollar, propriedade da Boliden Aspirsa. Posteriormente já decidido que a confederação Hidrográfica de Guadalquivir teria a cargo a limpeza do leito do Guadiamar e á conselharia de Agricultura e Pescas da junta de Andaluzia foi entregue a tarefa de limpar os terrenos agrícolas adjacentes (uma estimativa actual aponta para um volume superior a 3 milhões de m3 de lodos e solos removidos).

      4 de Maio
      São constituídos 5 grupos de trabalho para seguir o desastre ecológico e propor soluções em áreas distintas: valorização dos danos na agricultura, vigilância do rio Guadiamar, investigação das causas da ruptura, recolha de resíduos e recuperação de solos, entre outros.


      Responsabilidades

      As responsabilidades são atribuídas, em primeira instância, à empresa Boliden, proprietários das minas de Aznalcóllar. Apesar do controlo da represa ser responsabilidade da firma Geocisa (contratada pela Boliden par vigilância da represa), da Junta da Andaluzia e do Ministério do Ambiente, Bolinden assumiu publicamente as responsabilidades do desastre e expressou intenção de dar apoio financeiro para recuperar propriedades e diminuir o impacto ambiental. A firma Geocisa responsavel pela vigilância da represa de resíduos de Aznalcóllar, realizou em Março de 1996 um projecto para elevar o muro 7 metros, o qual foi rejeitado pelo Ministério do Ambiente que alegou que a estabilidade do muro era adequada. Após o acidente o Ministério do Ambiente contradisse o que anteriormente afirmou atribuindo as responsabilidades à Junta de Andaluzia. Num estudo realizado pela Geocisa, esta firma assegurava que o coeficiente de estabilidade do muro era superior ao normal (1,3). Estudo posteriores, realizados por especialistas vieram concluir que o coeficiente utilizado normalmente é de 1,5 e no caso de Boliden era abaixo de 1. Estes dados vieram suscitar dúvidas na composição e construção do muro. Apesar de toda a investigação e divulgação pública do ocorrido as responsabilidades ainda não estão totalmente atribuídas.



    Discussão

    Apesar da resposta por parte do governo ter sido relativamente rápida e eficaz, esta catástrofe nunca deveria ter acontecido. Mesmo com todos os esforços realizados as consequências a longo prazo não serão as mais desejadas. Um dos possíveis problemas que se pode vir a enfrentar será a contaminação dos solos e consequentemente os lençois freáticos, que poderá pôr assim a saúde pública em risco. Também a bioampliação de metais pesados constituirá um perigo.




    Conclusão

    Ao realizar este trabalho, os objectivos a que nos propusemos foram alcançados. Através da análise deste desastre podemos dar uma visão do impacto negativo que a industria pode provocar na natureza e as consequências que dai adveêm. A incapacidade que o Homem tem de conciliar as suas acções com a natureza é bem visível neste desastre. O Homem continua a ser insconciente em relação a assuntos ambientais, tenta disfrutar o que a industria lhe proporciona e não pensa nas consequências que pode vir a sofrer. Podemos assim concluir, que se esta atitude não mudar, o futuro não será próspero. Esperamos que a nossa geração e as próximas possam aprender com os erros do passado e não os repitam.



    Bibliografia

    Coopers & Lybrand, (1998). Informes de Seguimiento Del Accident de Aznalcóllar. Sevilha. Price Waterhouse Coopers.
    Unesco (1996), (1996). Património da Humanidade Oceânia e Últimos Lugares Declarados. Volume 12 1ª Edição. Planeta de Agostini


    Contactos na Internet

    http://www.el-mundo.es/cieneia/ecologia/desastredoñan/cronologia.html
    http://www.el-mundo.es/1998/05/19/sociedad/19N0076.html
    http://www.el-mundo.es/1998/09/30/sociedad/30N0062.html
    http://www.el-mundo.es/1998/05/01/sociedad/01N0057.html
    http://www.el-mundo.es/ciencia/ecologia/desastredoñana/grafico.html
    http://www.enn.com/enn-news-archive/1998/04/043098/doñana.asp
    http://www.panda.org/news/press/news_194.html



    Agradecimentos

    Gostariamos de agradecer ao departamento de Turismo da Embaixada Espanhola pela cedência de material que se revelou imprescindivel na realização deste trabalho.



    Elaboração

    Este trabalho for realizado no âmbito da discplina de Introdução aos Problemas do Ambiente do 1º ano de Engenharia do Ambiente, da FCT-UNL, pelos seguintes alunos:

      Carla Moleiro nº11080
      Henrique Gomes nº11139
      Inês Agostinho nº11117
      Patrícia Silva nº11067
      Pedro Jerónimo nº10602


    Authors: Carla Moleiro, Henrique Gomes,
    Inês Agostinho, Patrícia Silva, Pedro Jerónimo
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